Aleatoriedades #03

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Cheguei com o primeiro Aleatoriedades de 2018 para comentar com vocês algumas das coisas que aconteceram nesse começo de ano na minha vida :)

  • Comecei o ano em ritmo de férias, e foi muito bom poder tirar esse tempo pra mim mesma. Não viajei, então aproveitei para curtir bastante a preguiça, descansar a mente e me desligar um pouco dos problemas e do stress.

  • Graças às férias, consegui finalizar duas séries: Master of None e Parks & Recreation. Duas comédias com Aziz Ansari, mas com tipos de humor bem diferentes. Gostei muito das duas, e o final de Parks deixou meu coração quentinho e meus olhos transbordando…

  • Também ando lendo bastante nessas últimas semanas, mais do que o normal. Consegui participar de uma maratona no Carnaval, mas o que me fez ler mais foram os sprints que fiz sozinha, me ajudaram bastante a dar um gás nos livros em andamento.

  • Por falar em leituras, fiz uma coisa que há muito tempo não fazia: uma boa compra de livros. No total foram 9 aquisições, entre clássicos e livros de YA. Estou pensando em fazer um vídeo de book haul mas não sei se é uma boa ideia, já que eu acho um vídeo meio vazio, mas vou pensar com calma sobre isso.

  • Mesmo com essa compra grande que fiz, ultimamente estou tentando praticar o desapego e adotar o minimalismo na minha vida. Já fiz uma limpa no guarda-roupa (e pretendo fazer outras), estou doando e vendendo alguns livros e montando alguns mood boards para me ajudar a montar looks mais enxutos. Até nas redes sociais isso funciona, e sempre que termino uma limpa eu automaticamente me sinto mais leve. É uma prática que eu definitivamente recomendo!

  • Pra finalizar, quero compartilhar o meu mais novo vício, chamado synthwave. Tudo começou com uma playlist de Stranger Things, que logo evoluiu para outras e agora não consigo passar um dia sem ouvir algo desse estilo. Se você curte músicas com uma vibe anos 80 repletas de sintetizadores, o synthwave é pra você! Bandas que recomendo: FM-84, The Midnight e VHS Dreams.

Beijos e até o próximo post!

Resenha | Mindhunter

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Autores: John Douglas e Mark Olshaker
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Ano: 2017
Classificação:
Link para compra
Sinopse:Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI.
Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.
Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.
Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro difícil de resenhar. Não tanto pelo assunto, que apesar de não ser dos mais tranquilos, é abordado de maneira bem explicativa; a dificuldade se dá mesmo pela enorme quantidade de informações a respeito dos estudos sobre serial killers e como suas mentes funcionam.

Quem acompanha os lançamentos da Netflix provavelmente ficou sabendo da estreia da série Mindhunter, que tem ninguém mais, ninguém menos que David Fincher na direção. Eu fiquei vidrada na série de primeira, e até cheguei a comentar aqui no blog em uma ocasião. Ao finalizar os episódios, fiquei super curiosa para conhecer mais do departamento do FBI de Quantico, que deu origem à história do programa de TV. E desde já digo que o livro é uma ótima adição ao que foi apresentado na primeira temporada.

O livro é quase uma autobiografia de John Douglas, ex-agente do FBI que entre os anos de 1970-1980, foi um dos responsáveis pela criação da Unidade de Apoio Investigativo do FBI, e junto a seus colegas de profissão, fez diversos estudos aprofundados sobre o comportamento de serial killers, além da criação de “perfis” destes criminosos. Aliás, o termo serial killer não existia até Robert Ressler, que trabalhava na divisão de Quantico, criá-lo. O resto, como todos sabemos, é história.


Não podemos afirmar o quanto de Mindhunter foi escrito por Douglas - se é que ele escreveu alguma coisa -, já que Mark Olshaker assina a co-autoria da obra, mas posso dizer que a narrativa é bem direta e sem muito espaço para sentimentalismos. O início do livro é lento, com relatos de Douglas sobre sua vida antes de se tornar policial, o início de sua carreira e o interesse pela psicologia de crimes hediondos, com foco em agressões sexuais e tortura. 

Passado esse começo arrastado, passamos a conhecer mais sobre Quantico e lemos trechos reais de entrevistas com alguns dos maiores serial killers já vistos, como Ed Kemper, Jerry Brudos, Wayne Williams, Dennis Rader e muitos outros. Charles Manson, apesar de não ser exatamente um assassino, também é citado e conseguimos conhecer bastante sobre sua vida conturbada. Um paralelo muito interessante é traçado sobre o passado destes criminosos e suas “carreiras” no crime, e este aspecto foi um dos que mais gostei durante a leitura.

John Douglas se mostra um tanto narcisista e às vezes arrogante, sempre nos lembrando do quão importante foi o seu trabalho para a comunidade e como ele ajudou a pegar diversos criminosos ao longo de sua carreira na polícia. O fato de Douglas ter sido a inspiração de personagens fictícios como Jack Crawford, de O Silêncio dos Inocentes, também é lembrado diversas vezes e isso pode ser um pouco irritante, mas acabamos acostumando.

Em relação à série, Mindhunter é uma adaptação muito fiel. As falas dos personagens, a ambientação e os obstáculos que a equipe de Quantico enfrenta são muito semelhantes ao que vemos no livro; a maior diferença fica por conta da participação feminina, que na realidade foi bem menor do que na ficção. Ann Burgess (Wendy Carr na série) serviu mais como uma consultora do que como uma atuante no departamento, como vemos na série. E Burgess não é lésbica como Carr. Acredito que as mudanças são benéficas e tornam a série mais empolgante; é bem legal ver mulheres em posição de poder mostrando seu valor.

Eu poderia falar muito mais sobre série e livro; o conteúdo é riquíssimo e rende muito o que debater. Mas deixo a experiência para quem quiser ler e se aprofundar nesse assunto fascinante que é a mente de criminosos tão frios quanto os serial killers. Aos desavisados: as descrições dos crimes são extremamente detalhadas e por muitas vezes me senti nauseada ao ler as atrocidades praticadas por alguns dos assassinos. Então, se você tem problemas em ler sobre corpos desmembrados, estupro e violência extrema, é melhor não se aventurar por esta obra.


Pra finalizar, quero comentar sobre os relatos que Douglas nos dá sobre a influência da família e da criação na vida de futuros assassinos e psicopatas. Ele não bate o martelo dizendo que assassinos nascem assassinos, mas nos apresenta argumentos suficientes para nos convencer de que a falta de uma boa estrutura familiar é um dos principais fatores a influenciar a vida de uma pessoa mentalmente desequilibrada. E também nos alerta do quão afetados podemos ficar ao lidar com pessoas e casos tão cruéis como os que ele lidou durante 25 anos de carreira. Mas fico feliz e grata por Douglas ter conseguido executar tão bem o seu trabalho, ajudando tanto a polícia como a psicologia.

Fica aqui a minha super recomendação, independente de você ter assistido ou não à série. Não vejo a hora de novos casos reais serem abordados e de conhecermos mais sobre os incríveis personagens criados para a TV.

Dica extra: Vi dois vídeos muito bons e muito completos sobre o livro e quero indicar pra vocês. Um é do canal Pipoca Musical e outro do canal Redatora de M*%$#. Para assistir, clique aqui e aqui.

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Tartarugas Até Lá Embaixo

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Ano: 2017

Classificação:

Sinopse:Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.
Saúde mental é um assunto sério. E ultimamente ele vem sendo abordado com cada vez mais frequência pela mídia, como por exemplo na série 13 Reasons Why, da Netflix. Depressão, transtornos de ansiedade e bipolar, TOC e muitas outras condições estão recebendo um pouco mais de atenção hoje em dia, principalmente quando falamos em jovens sendo diagnosticados com tais distúrbios.

Em Tartarugas Até Lá Embaixo, John Green aborda a vida de uma adolescente que sofre de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), que também é um distúrbio que o próprio autor convive há anos. Era de se esperar que o assunto fosse tratado com responsabilidade e verossimilhança, mas eu não estava preparada para o turbilhão de emoções que me atingiriam com esta leitura.

Aza Holmes tem 16 anos e é uma protagonista típica dos livros de John Green. Excêntrica, inteligente, sarcástica… só que ela sofre com esta doença que afeta sua vida há anos e tenta levar uma vida normal, na medida do possível.

Não quero falar muito da sinopse porque é muito legal descobrir o que leva Aza e sua amiga Dayse a perseguirem um bilionário sumido para ganharem uma boa quantia em quantia em dinheiro como recompensa. Pode parecer que este é o ponto principal da história, mas na verdade essa perseguição é apenas uma das nuances que permeiam a obra. Em Tartarugas encontramos relações de amor, família e amizade, autodescoberta e claro, saúde mental.

Os personagens são todos diferentões e tem seus defeitos e qualidades, mas compartilham aquela excentricidade clássica encontrada em outros livros do autor. A amizade de Dayse e Aza por vezes pode não ser muito equilibrada, mas é crível (eu quis matar a Dayse em uma cena em particular, mas tudo bem). Gostei particularmente de Noah, o irmão mais novo de Davis, que se mostra uma criança bastante afetada pelo pai ausente.

Já faz bons anos desde que John Green publicou seu último livro solo, e por mais que suas características se mantenham mais presentes do que nunca, fiquei muito feliz em ver o amadurecimento de sua escrita e de sua narrativa. Os diálogos ainda são um tanto filosóficos para a idade dos personagens, mas mesmo assim é difícil não se encantar e não querer marcar as frases de efeito da obra. Tem amor adolescente aqui também, mas não senti que sufoca a gente. Nesse quesito é algo bem leve e tranquilo de acompanhar.

Agora o que mais me tocou em Tartarugas com certeza foi a abordagem profunda das crises de Aza. John Green fala com muita propriedade sobre o TOC e nos arrebata com emoções difíceis de explicar; eu não só me senti aflita pela Aza, eu realmente entrei na personagem e me senti como ela. O coração acelerou, tive falta de ar e me deixei afetar muito pelos pensamentos dela. Talvez porque eu reconheça alguns desses sintomas de perto e sinta que minha mente às vezes possa se afundar em divagações não tão legais, ou simplesmente porque costumo sentir empatia por pessoas com este tipo de distúrbio. Só sei que foi uma jornada muito intensa e inesquecível.

Recomendo sem dúvidas a leitura, tanto para quem gosta ou não curte muito outros livros do mesmo autor. John Green realmente se superou em Tartarugas Até Lá Embaixo e tratou a saúde mental com muita sensibilidade.

Beijos e até o próximo post!

Últimos Filmes Assistidos #14

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Tenho muitos filmes que assisti em 2017 pra comentar, portanto as próximas postagens de UFA serão bem maiores do que de costume. Logo voltamos à programação normal :)


Sugar vs Fat (2014). Documentário muito válido, apesar de curto. Achei que faltou um pouco mais de aprofundamento sobre as dietas, mas é bem interessante e até surpreendente.


It - A Coisa (2017). Não sei por que fui inventar de assistir a esse filme já que morro de medo de palhaços, mas tenho que admitir que é um ótimo suspense, daqueles que deixam a gente apreensivo em boa parte da obra. As crianças são super carismáticas e os sustos estão garantidos. Bill Skarsgård arrasou como o palhaço mais assustador do cinema!

O Golpista do Ano (2009). Uma comédia que apesar de não ser hilária, diverte bastante. Jim Carrey e Ewan McGregor estão ótimos! E tem participação do nosso Rodrigo Santoro, o que foi muito bacana também.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998). Mais uma obra muito divertida do diretor Guy Richie, cheia de reviravoltas e subtramas. O final é super agonizante!


Mãe! (2017). Tudo bem se eu ainda não souber como me sinto a respeito desse filme? Já faz meses que assisti e ainda não formei uma opinião. Acho que vou rever para me decidir, mas posso dizer que a indicação para o “Framboesa” foi ridícula, porque a produção é absurdamente bem feita. Só que não é um filme pra qualquer um.

Um Crime Americano (2007). Pesado, triste, arrebatador, daqueles que nos fazem refletir sobre a maldade do ser humano em sua forma mais crua (e cruel). É ainda mais revoltante por ser uma história real.

Gênio Indomável (1997). Um clássico dos anos 90 que apesar de um pouco longo, tem ótimas atuações e uma mensagem bonita no final. Saudades de Robin Williams :(


Kingsman: O Círculo Dourado (2017). A continuação não é tão boa quanto seu sucessor, mas vale a pena pelas incríveis cenas de ação e o ritmo sempre frenético. Gostei!

Jogo Perigoso (2017). Fui surpreendida por esse suspense, já que pensava que ia ser uma coisa mas foi algo bem diferente. Não cheguei a ler o livro, mas meu marido leu e disse que a adaptação ficou bem fiel. Recomendado pra quem curte Stephen King e suspenses psicológicos com uma dose de drama!


Blade Runner 2049 (2017). O filme se destaca pelo visual impecável e pelo respeito que teve com a obra de 1982. As atuações estão ótimas e Ryan Gosling parece que nasceu pra este tipo de personagem, coisa linda de ver. Mas tenho que admitir que o ritmo é um pouco lento e pode não agradar a quem curte sci-fi com ação o tempo todo. Ah, e parabéns ao Dennis Villeneuve que me deixou de queixo caído com suas reviravoltas!

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Filha das Trevas

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018


Autora: Kiersten White
Editora: Plataforma21
Páginas: 472
Ano: 2017

Classificação:
Skoob
SinopseLada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.
Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.
Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.
Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.
Apesar de eu ser uma pessoa de Humanas, não sou muito ligada em História. Sei só o básico e não costumo procurar muito sobre guerras ou acontecimentos de séculos passados. Então é claro que eu sabia muito pouco (leia-se: quase nada) sobre a história de Vlad, o Empalador, que foi a fonte de inspiração principal de Filha das Trevas. Este lançamento de 2017 Acho que esse pouco conhecimento foi um ponto positivo, pois pude aproveitar a história sem comparações com a história real. O que talvez também tenha influenciado na minha opinião final.

Kiersten White claramente pesquisou a fundo a história que deu origem a essa obra. Ela utilizou de sua liberdade criativa para moldar seus personagens da maneira que mais se aproximasse de sua visão, e isso funciona principalmente porque ela trocou o gênero de Vlad, que em Filha das Trevas é Lada, uma menina forte e que não se conforma com os padrões da sociedade em que vive. Bem feminista, não?!

O diferencial desta história é que acompanhamos os protagonistas desde sua infância até a idade adulta (ou quase isso). Lada e Radu são irmãos com personalidades totalmente opostas, e que por isso mesmo se completam como ninguém. A autora nos dá vários detalhes sobre a personalidade de ambos, mostrando como cada característica foi “criada” nos irmãos. Apesar de interessantes, achei os capítulos do começo um tanto arrastados e por muitas vezes repetitivos, já que vemos Lada e Radu agindo da mesma maneira em diversas situações ao longo da vida. Acho que essa mensagem poderia ter sido transmitida da mesma forma em menos capítulos.



A narrativa é muito semelhante aos livros de fantasia (apesar de termos uma ficção histórica aqui). A ambientação é rica em detalhes e nos situa bem nos cenários, apesar de causar um estranhamento em quem tem pouco conhecimento da região do Império Otomano e do Oriente Médio. É um respiro de ar fresco ler sobre culturas tão diferentes da minha, com costumes e leis que fogem daquilo que estou acostumada.

Filha das Trevas tem uma trama bem política, repleta de estratégias e tomada de decisões importantes. Muitas vezes o livro não se parece um YA, tamanha a seriedade com a qual estes assuntos são tratados. É bom ver um livro para o público jovem fugindo dos assuntos-padrão de outras obras.

Falando nisso, no livro há um romance e triângulo amoroso, porém achei que não ficou cansativo e nem meloso. Há alguns personagens LGBT também, sem contar a diversidade racial que deixa a obra mais dinâmica e original.




Os relacionamentos entre os personagens às vezes soaram um pouco inverossímeis, fugindo um pouco do que nos é mostrado sobre as atitudes de cada um. Senti um pouquinho de Deus ex-machina mas sem exagero, então vou relevar.

O final de Filha das Trevas é realmente bom e abre possibilidades muito interessantes para a continuação. Apesar de ter levado um tempo considerável para terminar a leitura, estou empolgada para o lançamento do segundo livro, que deve aparecer aqui no Brasil em breve.

Beijos e até o próximo post!

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