5 dicas simples para conseguir ler mais

quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Imagem: Anthony Tran (Unsplash)
É bem comum me perguntarem como eu consigo ler tantos livros por mês. Na verdade, eu nem acho que leio tanto assim, mas pra quem não tem o costume, pode parecer que é bastante. De qualquer forma, se você faz parte do grupo dos que não leem muito, vem saber quais são as minhas dicas pra quem quer aumentar seu número de livros lidos no mês!

Faça da leitura a sua prioridade

Essa é a dica número um de qualquer leitor assíduo. Quem lê muito, lê muito pois torna a leitura a atividade mais importante entre todas as outras (Netflix, cinema, jogar videogame, sair no fim de semana etc.). Ou seja, se você estiver no transporte público ou no horário de almoço, ao invés de passear pelas redes sociais, você abre seu livro.

Leia livros curtos/únicos

Pelo menos até você ganhar um ritmo bom de leitura, é melhor ler livros curtos. Assim o volume de leituras será maior e você ficará motivado até mesmo quando se deparar com uma obra um pouco mais extensa. Livros únicos são a melhor opção para quem está "começando".


Descubra e leia o seu gênero favorito

Se você curte assistir um filminho no fim de semana, pense: qual é o seu gênero favorito? Romance, drama, terror, policial…? Usando isso como base, comece a buscar livros de gêneros semelhantes e vá desenvolvendo o seu gosto. Quando você lê aquilo que tem mais afinidade, a leitura flui bem melhor (e mais rápido).

Aposte nos e-books

Para quem tem algum e-reader ou lê pdf no celular, esta é uma dica valiosa. Muita gente - inclusive eu - percebe que lê mais rápido quando aposta na versão digital, talvez pela facilidade de levar o e-book para qualquer lugar ou pelo ato da leitura, que se dá pelo simples toque na tela ao passar de página. O que importa é que os e-books tem ajudado muitos leitores a aumentar sua pilha de livros lidos.

Participe da comunidade

Quer motivação melhor do que conversar com quem gosta da mesma coisa que você? Seja comentando em posts ou vídeos, participando de desafios e clubes literários… De qualquer forma, interagir com o público leitor é sempre uma boa ideia, então procure sempre estar em contato com as pessoas que curtem um bom livro (começando por mim!).

E aí, o que achou das dicas? Já pratica alguma ou vai começar a aplicá-las na sua vida? Conta pra mim nos comentários!

Beijos e até o próximo post :*


Resenha | Prodigy

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Autora: Marie Lu
Editora: Rocco
Páginas: 303
Ano: 2014

Classificação:
Skoob

Sinopse: Considerada pelo público e pela crítica internacional uma das melhores sagas de distopia já publicadas, a trilogia Legend, da chinesa radicada nos EUA Marie Lu, conquistou leitores de diversas partes do mundo ao acompanhar o romance improvável entre dois jovens de origens distintas numa realidade opressora. Depois de descobrir, no primeiro livro da série, as medidas extremas que o governo da República é capaz de adotar para proteger alguns segredos, no segundo volume da saga, Prodigy, June e Day assumem a tarefa de assassinar o novo líder político da nação. Mas será que este é o melhor caminho de levar a cabo uma revolução e dar voz ao povo da República? 

Leia a resenha de Legend aqui.


Prodigy continua a história do primeiro livro partindo do mesmo ponto onde Legend havia terminado. Day está em péssimas condições e June precisa ajudá-lo além de fazer o possível para manter a si próprios fora do radar da República. Os dois esperam poder contar com a ajuda dos Patriotas para sair da situação difícil em que se encontram, mas é claro que não será tão simples quanto imaginam.

Marie Lu conseguiu manter o mesmo nível de sua escrita neste segundo volume, com agilidade e parágrafos não muito longos. A alternância de narradores também se manteve, sendo útil de verdade apenas do meio para o final da obra. Mas é muito fácil passar pelas páginas, os parágrafos fluem naturalmente e a imersão no mundo criado pela autora é total.

Não senti tanta evolução em Day e June, o que é compreensível já que o período de tempo em que a história se passa é bem curto. As situações em que os protagonistas se veem inseridos exigem bastante responsabilidade de ambos, mas ainda assim suas atitudes são bem previsíveis.

Ainda falando sobre os personagens, não adianta: eu tenho bastante dificuldade de aceitar que Day e June têm apenas quinze anos. Não dá pra comprar que pessoas tão jovens sejam temidas/adoradas/respeitadas por um Governo. Eu até entendo que em um mundo militar como o de Prodigy, adolescentes amadureçam mais cedo por serem treinados como soldados, mas mesmo assim é difícil engolir que uma adolescente possa ser independente o suficiente para morar sozinha, entre outras coisas forçadas. Esse continua sendo meu maior problema com esta trilogia.

Outro problema que tive foi em relação a Anden. O cara é um stalker e possível pedófilo, será que só eu percebi isso? Foi extremamente problemática esta “atração” dele por June. Esta romantização de relacionamentos entre adolescentes e adultos precisa parar.

Queria ter mais coisas para falar, mas acho que Prodigy foi um livro bem morno. Há algumas reviravoltas mas nada muito chocante ou original, muitos momentos tensos e um final que me deixou intrigada, já que Marie Lu criou um problemão para um de seus personagens que pode acarretar em diversos conflitos entre eles. Ano que vem vou ler a conclusão da trilogia e espero que pelo menos se mantenha no mesmo nível.

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Jantar Secreto

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Autor: Raphael Montes 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 360
Ano: 2016
Classificação:

Skoob

Sinopse: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

Raphael Montes já não é mais um novato na literatura nacional. O autor carioca já publicou quatro livros e vem ganhando inúmeros fãs pelo Brasil e até em outros países em que seus livros ganharam tradução. Em seu mais novo trabalho, intitulado Jantar Secreto, somos levados a uma história macabra que tem como o tema principal o canibalismo. Eu não acho que deixar isso claro logo de cara seja spoiler, até porque a capa e a sinopse entregam facilmente sobre o que a obra vai tratar.

Jantar Secreto aborda a jornada de quatro amigos que se conhecem desde crianças. Dante é um deles e o narrador da obra, e nos conta seu ponto de vista sobre os acontecimentos, com um tom de confissão. Desde o início da obra já sabemos que algo muito ruim aconteceu. A graça é saber como as coisas chegam a tal ponto, sendo que no início nem fazemos ideia do que pode acontecer. E acreditem, vai tudo ladeira abaixo.

Eu acho difícil falar da história sem soltar nenhum spoiler, acho que a sinopse já entrega o suficiente e consegue situar o leitor a atiçar a curiosidade de quem curte livros mais grotescos. No início da obra, Raphael nos situa contando um pouco do background dos amigos e em como chegaram ao ponto de ruptura que os levou a começar com os tais jantares. Cada um dos amigos é bem distinto um do outro e empenha um papel diferente no desenvolvimento do enredo. Temos aquele que se sente culpado, outro que só pensa no retorno financeiro, outro que apenas liga o f-se… Mas no fundo, achei todos bem babacas.

Falando ainda dos personagens, há um pouco de diversidade no grupo. Não são apenas caras brancos e ricos. Temos um gordo e um gay, e por mais que eu acredite que a representação de ambos não seja das mais corretas, é bom ver pessoas fora do padrão como protagonistas de livros “adultos”, ao invés de YA.

As cenas mais pesadas são bem nojentinhas sim, mas nada que tenha me traumatizado (como carne e provavelmente vou continuar comendo). É clara a tentativa de “doutrinação” do autor, que acredito que não seja vegetariano. Vários personagens reiteram que carne é só carne no final das contas, independente de onde ela venha, e que se você se sente mal com o canibalismo deveria ter dó dos bois também. Mas qualquer um em sã consciência sabe que o buraco é bem mais embaixo, e a ética (quase) sempre vai falar mais alto se pararmos para pensar. Não vou entrar em detalhes para não me estender, mas eu vejo como dois pesos e duas medidas.

O que me fez não gostar tanto assim de Jantar Secreto foi o Deus ex-machina que Raphael põe em prática, algo que eu já tinha visto acontecer em Dias Perfeitos. São muitas situações convenientes para os personagens, o que torna a obra uma ficção quase surreal, que pra mim soou bem distante da nossa realidade atual. Não sou ingênua a ponto de dizer que algo semelhante jamais aconteceria*, mas acho que a construção da “situação” é que foi pouco convincente.

Mas a escrita do autor é ótima e evoluiu muito em relação a Dias Perfeitos. Os diálogos soam reais e não há muitas firulas. Uma cena em especial é apresentada através de uma conversa de Whatsapp, e é um dos pontos altos do livro!

Recomendo a leitura para os fãs do autor ou para aqueles que quiserem conhecer seu trabalho, mas se seu estômago é fraco, melhor optar por alguma outra obra de Raphael.

Beijos e até o próximo post!

Últimos Filmes Assistidos #13

segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Contra o Tempo (2011). Jake Gyllenhaal e seus papéis bizarros. O filme é daqueles de looping em que a gente fica quase tonto de tantas voltas que ele dá. Mas dá pra entreter e tem um bom final.


Mulher-Maravilha (2017). Girl power! Gal Gadot chutando bundas e sendo incrivelmente badass no filme de super herói mais bacana de 2017 (até agora). A produção e os efeitos são impecáveis, e apesar de ter um roteiro levemente clichê, o filme empolga e traz uma mensagem sutil sobre o poder feminino.

Direito de Amar (2010). O primeiro trabalho de direção de Tom Ford tem um visual marcante e uma atuação memorável de Colin Firth. É um filme triste e sensível, que trata de maneira delicada o luto. Recomendo.

Filth (2013). Um filme um tanto indigesto que me fez questionar como possui tantas críticas positivas. O protagonista é um babaca de nível máximo, e que mesmo sendo interpretado com maestria por James McAvoy, não me agradou.


Cães de Aluguel (1992). A estreia de Tarantino é aclamada por muitos até hoje, entre público e crítica. E apesar de possuir um bom roteiro com reviravoltas interessantes, achei que deixou a desejar um pouco como um todo.

Beijos e até o próximo post!

Resenha | A Ascensão das Trevas

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Ano: 2014
Classificação:
Skoob

Sinopse: Depois de conquistar Mítica inteira, o rei Gaius ainda não está satisfeito: sua nova missão é encontrar a Tétrade, quatro cristais mágicos perdidos, capazes de conferir poderes indescritíveis a quem os reunir. Para isso, ele conta com os conselhos de Melenia, uma imortal que o visita em seus sonhos e que o instruiu a criar uma estrada ligando todos os reinos. Gaius acredita que está no caminho certo e que Lucia, sua filha adotiva, será a chave para localizar e despertar os cristais.
Mas o Rei Sanguinário não é o único que cobiça essa magia milenar: vindos de Kraeshia, um império vizinho muito influente, o príncipe Ashur e a princesa Amara conhecem as lendas de Mítica e desconfiam de que a Tétrade não seja apenas um mito. Logo eles entram na disputa e buscam seus próprios aliados nessa corrida pelo poder.
Um período de trevas se abate sobre Mítica, e nesses tempos sombrios Jonas, Cleo, Magnus e Lucia precisam descobrir o quanto antes em quem podem confiar.

Leia a resenha de A Queda dos Reinos aqui.
Leia a resenha de A Primavera Rebelde aqui.


Depois de ter uma ótima experiência com A Primavera Rebelde, é triste admitir que A Ascensão das Trevas não foi uma leitura tão boa quanto eu esperava.

A história deste terceiro volume dá continuidade à busca da Tétrade e a algumas outras subtramas que já vínhamos acompanhando nos dois primeiros livros. Pela sinopse, acho que A Ascensão das Trevas tinha um grande potencial, mas que pecou muito na execução e acabou caindo na “maldição do segundo livro” já conhecida em diversas trilogias. Ou seja, o livro acaba sendo pura encheção de linguiça.

Pra ser bem sincera, eu tenho bastante dificuldade de continuar a escrever essa resenha porque não sei o que falar sobre a obra. Há poucos acontecimentos marcantes, pouco desenvolvimento dos personagens e muita enrolação em cenas desnecessárias. A escrita de Morgan Rhodes continua fluida e gostosa de ler, mas é nítido que nem a própria autora sabia muito onde queria chegar e preferiu enrolar com a busca da Tétrade (que no fim das contas também nem foi assim tão ~emocionante).

Magnus continua sendo meu personagem favorito e o único que se destacou positivamente na obra, apesar que gostei bastante de Lysandra também. O restante evoluiu muito pouco, como Jonas, Cleo e Lucia. É incrível como esses três seguem tomando as mesmas decisões, caindo em um looping que não decai e nem melhora.

No geral, A Ascensão das Trevas é um livro morno, sem nada que me faça dizer que adorei ou detestei. Alguns problemas foram resolvidos de maneira bem preguiçosa e rápida, perdendo as características narrativas que vi nos primeiros livros. Não sei o que esperar da continuação, mas é uma pena que após esta leitura eu não esteja nem um pouco empolgada.

Beijos e até o próximo post!
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