Últimos Filmes Assistidos #07

quarta-feira, 15 de março de 2017
Bora falar um pouquinho dos filmes que andei assistindo?!



Fonte da Vida. Filme com o homão Hugh Jackman interpretando diversas "fases" de um mesmo homem. É aquele tipo de história meio surreal e confusa, que requer muito da nossa atenção para funcionar. Apesar de eu ter entendido, o filme não me cativou muito e achei demasiado longo.

Esposa de Mentirinha. Filme bobinho que vale pela Nicole Kidman e Jennifer Aniston lindas de morrer, mas que tirando isso, não entrega nada de novo. Adam Sandler infelizmente não faz mais filmes como Click...

Contato. Ficção científica que muitos dizem ser o pilar de "A Chegada". Realmente há semelhanças entre estes e outros filmes, mas a produção foca em outros aspectos e levanta um debate bem bacana entre ciência e religião. Recomendo!

O Maravilhoso Agora. Meh. Nada de excepcional, com um enredo simplista que transmite muito pouco. As atuações são boas, mas achei que ficou faltando alguma coisa. Parece que o diretor quis abordar um assunto e se perdeu no meio do caminho. É bom para quem quer ver uma abordagem sutil sobre relacionamentos abusivos.



Sete Minutos Depois da Meia-noite. O que falar dessa maravilha em forma de filme? Assim como aconteceu com o livro, fiquei encantada com tanta beleza e delicadeza. Liam Neeson não poderia estar mais incrível como o Monstro, e o ator mirim Lewis MacDougall dá um show mesmo em meio a um elenco de peso. Simplesmente assistam! ♥

Espero que tenham gostado, conta pra mim nos comentários se você quer assistir ou já assistiu algum desses!

Beijos e até o próximo post :*

Para Ouvir | Great Good Fine OK

terça-feira, 14 de março de 2017
Imagem: Reprodução


Great Good Fine OK (ou GGFO, para os íntimos), é uma banda de synthpop nascida no Brooklyn em 2013. Jon Sandler e Luke Moellman idealizaram o projeto ao lançar o single You're the One for Me, que atingiu o #1 na Hype Machine em um mês.

Após o lançamento do EP Body Diamond, em 2014, a dupla começou a participar de festivais como o SXSW e ascendeu sua carreira rapidamente. O segundo EP, 2M2H, ficou entre os 10 mais vendidos do iTunes e trouxe mais destaque ao GGFO graças à música Something to Believe In, que contava com a participação de St. Lucia.

Os meninos abriram diversos shows nos últimos três anos, como Tove Lo, X Ambassadors e Betty Who, e atingiram novamente o topo da Hype Machine com quatro músicas, entre elas a deliciosa Take It or Leave It, que foi tocada mais de dez milhões de vezes no Spotify.

Hoje a formação do grupo conta com o baterista Danny Wolf e o guitarrista Carey Clayton, que apoiam os membros originais nas performances ao vivo (que são conhecidas pela psicodelia e energia intermináveis). A música deles navega entre o pop, indie e eletrônico, e os vocais de Sandler dão um toque de originalidade à banda, tornando o som ainda mais gostoso de ouvir. É nítido que o vocalista se inspira em Michael Jackson na hora de fazer seus falsetes.

No começo do ano eles lançaram o primeiro álbum de inéditas, III, e confesso que não consigo parar de ouvir. Cada música parece completar a anterior, tornando o álbum incrível do começo ao fim. Recomendado é pouco!

Clica pra ouvir:



Beijos e até o próximo post!

Resenha | Prince of Thorns

segunda-feira, 13 de março de 2017

Autor: Mark Lawrence
Editora: Darkside
Páginas: 364
Ano: 2013
Classificação:
SinopseTem início a Trilogia dos Espinhos: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos Espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.
Sou do tipo que prefere os anti-heróis. Não gosto de protagonistas certinhos que sempre estão inclinados a fazer "o que é certo". Então é claro que quando eu soube que Prince of Thorns tinha um protagonista neste estilo, fiquei super interessada. Uma pena não ter funcionado como eu esperava.

Deixa eu tirar uma coisa do meu peito primeiro: Jorg é nojento. Machista, frio, calculista, um verdadeiro sociopata. Sim, ele sofreu um trauma na infância e isso pode causar danos irreparáveis na personalidade de uma pessoa, mas eu não consigo passar a mão na cabeça de um ser tão abominável quanto ele. Em momento nenhum apoiei ou gostei de suas atitudes, e muitas vezes desejei seu sofrimento para que pagasse pelos seus erros. Sofrer na vida não te dá o direito de agir como um animal.

Apesar do choque e aversão inicial, devo admitir que o universo construído por Mark Lawrence é bem detalhado e nos faz sentir parte da atmosfera densa e sombria que permeia todo o livro. Apesar de parecer medieval, Prince of Thorns na verdade é um livro pós-apocalíptico, onde diversas vezes vemos menções ao "nosso mundo", como citações de escritores e outros artistas do mundo moderno. Pode parecer um pouco confuso no início, mas depois acabamos acostumando.



A jornada de vingança de Jorg é bem turbulenta e por muitas vezes não fez sentido pra mim. Suas atitudes não pareciam almejar o mesmo fim, só depois da metade da história que comecei a entender o todo e os acontecimentos foram se encaixando. A mistura de passado e presente também não foi bem executada, na minha opinião. Jorg soava o mesmo aos 10 e aos 14 anos, e isso é surreal até mesmo para um livro de fantasia.

Prince of Thorns não é pra qualquer pessoa. Acho que os fãs de histórias pesadas que só tem o intuito de chocar vão gostar mais do que aqueles que preferem fantasias com mais aventura e magia (meu caso). Quem não curte uma vibe macabra do tipo incômoda também pode passar bem longe (tem uma cena em que um personagem se recusa a encontrar redenção, de uma maneira bem análoga a Céu e Inferno. É horrível).

Imagens: Stephanie Bertram


Não deve ser surpresa pra ninguém que eu vou sim continuar a trilogia, já que alguns acontecimentos e reviravoltas atiçaram minha curiosidade para o próximo livro. Só espero que o Jorg deixe de ser um garoto com todas as piores características possíveis.

Beijos e até o próximo post!

Resenha | Sobre A Escrita

quinta-feira, 9 de março de 2017

Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 256
Ano: 2015
Classificação:

Skoob

Sinopse: Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial. O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada. Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram Stoker e Locus na categoria Melhor não ficção, "Sobre a Escrita" é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
Stephen King é um nome que provavelmente você já ouviu falar. O cara já vendeu milhões de livros pelo mundo todo e teve várias de suas obras adaptadas para o cinema (e dificilmente gosta dessas adaptações). Só com estes dados já dá pra ficar pelo menos um pouco curioso sobre a trajetória de vida e carreira de um dos escritores mais bem-sucedidos dos últimos tempos, né? Então continue lendo para saber o que eu achei de Sobre a Escrita!

A primeira coisa que a gente percebe quando começa a leitura é que o tom de King é exatamente como o de uma conversa. Eu senti como se estivesse sentada na sala da minha casa, recebendo o autor para tomar um café (chá, pra mim). Ele inicia a obra com uma breve autobiografia e "currículo", falando sobre sua infância, a relação com sua família (principalmente com sua mãe) e sobre os trabalhos que já teve antes de iniciar sua carreira de escritor. Nesse aspecto eu já me senti super inspirada por ver que King já ralou muito na vida antes mesmo de alcançar o mínimo de sucesso com o trabalho que o consagrou. 

Aos poucos vamos acompanhando a ascensão da carreira de escritor de King, desde os pequenos contos publicados em revistas ou vendidos aos amigos e familiares até o boom de Carrie, seu primeiro grande contrato com uma editora. Mesmo já sabendo que hoje Stephen King é um escritor milionário, ficava feliz a cada conquista que ele alcançava. Principalmente nos momentos mais difíceis, quando King estava casado e com filhos, quase passando fome, e algo acontecia para mudar a situação para melhor.

É claro que nem tudo são flores e ao falar de algumas de suas obras, King nos conta sobre os problemas que teve com álcool e drogas. Ele até chegou a escrever um livro inteiro - Cujo - tão drogado que alega não lembrar de quase nada de seu processo de escrita(!). É bem impressionante (e triste).

Temos uma parte dedicada apenas a dicas de escrita propriamente ditas, que era o que eu mais esperava. Marquei inúmeras passagens do livro em relação a isso, pois são diversos insights muito valiosos para quem deseja fazer da escrita, um trabalho. King fala sobre o processo, dá dicas de gramática (que são mais válidas para quem escreve em inglês, claro), nos mostra a importância da revisão etc. Fiquei encantada com todos os seus ensinamentos e pretendo revisitar a leitura dessa parte sempre que possível.

Imagens: Stephanie Bertram


O livro termina com uma reflexão sobre o acidente sofrido por King em 1999, em que o autor ficou em estado gravíssimo após ser atropelado enquanto corria numa estrada. Ele nos mostra, através de seu depoimento, o quanto a vida é frágil e como tudo pode mudar a qualquer momento. Fiquei muito impactada e emocionada com esta parte da obra.

Preciso mesmo dizer o quanto Sobre a Escrita é recomendado? Não só para futuros escritores, mas para qualquer um interessado em uma história de vida inspiradora e impactante.

Beijos e até o próximo post!

Como encontrar inspiração para escrever

segunda-feira, 6 de março de 2017
Imagem: Khurt Williams (Unsplash)
Ultimamente eu tenho tentado voltar a escrever. É difícil e parece que a inspiração foge bem na hora que eu preciso dela. Impossível não me sentir nem um pouquinho frustrada. Mas nesses anos todos de escrita amadora, fui aprendendo ~truques~ que funcionam pra me deixar um pouco mais inspirada. E hoje vou compartilhar três que são infalíveis pra me fazer entrar no ritmo. Claro que não é porque dá certo pra mim que vai funcionar pra você, mas compartilhar dicas é sempre bom e pode ajudar quem esteja passando por algum bloqueio!

Uma boa música estimula o cérebro

A música é algo extremamente presente na minha vida. Estou sempre com o fone de ouvido e procuro conhecer novas bandas e artistas a todo o momento. Então é óbvio que ouvir uma música boa com uma letra bem escrita é essencial para me inspirar. Como sou uma pessoa visual, gosto de imaginar cenários para cada música, quase como um clipe; isso me ajuda ainda mais na hora de escrever contos, por exemplo.

O silêncio também tem seu valor

Quando preciso me concentrar 100%, nada supera o silêncio. Ele é especialmente útil quando vou redigir textos mais sérios, como resenhas e posts do blog. Se tenho pouco conhecimento do assunto que irei falar, faço uma pesquisa e logo depois me deixo imergir no que preciso escrever, tentando não revisar logo de primeira para poder produzir o máximo de conteúdo de uma só vez.

Se tudo falhar, uma ajuda visual é sempre bem-vinda

Muitas vezes sinto uma vontade enorme de escrever algo ficcional, mas não faço ideia do assunto que quero abordar. Amor? Amizade? Luto? Nessas horas é que recorro a sites e redes sociais como Tumblr, Pinterest e Unsplash para me ajudarem nessa tarefa. Costumo buscar nesses sites fotos de paisagens ou pessoas que me tragam uma luz ou uma pontinha de ideia que eu possa trabalhar em cima. É um exercício que funciona muito pra mim e costuma me fazer produzir os textos que mais gosto.

Bônus: writing prompts + 642 things to write about

Writing prompts podem ser entendidos como "estímulos de escrita", ou seja, pequenas frases ou diálogos que podem despertar aquela ideia adormecida na sua mente. Não costumo usar com muita frequência este recurso, mas sei que é muito útil pra muita gente. Você pode encontrar alguns (em inglês) aqui. E o projeto 642 things, que eu já comentei aqui no blog, é ótimo para inspirar! Clique aqui para saber mais.

Agora é a sua vez: conta pra mim quais são as suas dicas para se manter inspirado quando você precisa escrever (ou desenhar, pintar etc.)! Vou adorar saber.

Beijos e até o próximo post :*

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