Resenha | The Last Star

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Autor: Rick Yancey
Nível de inglês: Intermediário
Páginas: 388
Ano: 2016
Classificação:
Skoob

Sinopse: We’re here, then we’re gone, and that was true before they came. That’s always been true. The Others didn’t invent death; they just perfected it. Gave death a face to put back in our face, because they knew that was the only way to crush us. It won’t end on any continent or ocean, no mountain or plain, jungle or desert. It will end where it began, where it had been from the beginning, on the battlefield of the last beating human heart.
Master storyteller Rick Yancey invokes triumph, loss, and unrelenting action as the fate of the planet is decided in the conclusion to this epic series.
Leia a resenha de A 5ª Onda aqui.
Leia a resenha de O Mar Infinito aqui.

A trilogia A 5ª Onda começou bem pra mim. O primeiro livro foi empolgante e o segundo conseguiu elevar o nível e se tornar uma excelente sequência. E eu fico até sem palavras para expressar a o tamanho da minha decepção com a conclusão da série, que fiz bem em ler em inglês ao invés de pagar caro pela versão física em português.

The Last Star já começa confuso, com uma narrativa estranha e que se assemelha muito pouco ao o que eu já conhecia dos livros anteriores. Rick Yancey introduz novos personagens e consequentemente, novos pontos de vista, que tornam a confusão ainda maior, logo nos primeiros capítulos do livro.

Como era de se esperar, eu demorei bastante para me envolver com a história e com os personagens. Passei cerca de 30% da obra meio perdida, sem entender aonde o autor queria chegar. Aos poucos as coisas foram se encaixando, mas não o suficiente. Continuei com uma interrogação na minha cabeça conforme fui lendo os capítulos.

O maior problema que tive com este terceiro livro foi a mudança drástica em relação a seus antecessores, principalmente quanto ao enredo e ao objetivo final dos protagonistas (que se for analisar bem, meio que também mudaram). Eu entendo que em uma trilogia ou série às vezes seja necessário ampliar a história ou deixar mais dinâmica, mas no caso de A 5ª Onda tudo muda e no final das contas, não traz nada de positivo que justifique tanta mudança.

Até o momento, The Last Star foi a minha maior decepção e a pior leitura de 2018. O final, que até tenta ser heroico e comovente, soa raso e não conclui efetivamente nada.

Se você está em dúvida se deve ou não começar a trilogia, já deu pra saber o que acho, né? Afinal, a chance de se decepcionar é grande.

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Maré Congelada

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Ano: 2016
Classificação:

Sinopse: As disputas pela Tétrade, quatro cristais mágicos capazes de conferir poderes inimagináveis a quem os encontrar, continuam. Amara roubou o cristal da água, Jonas conseguiu o da terra, Felix enganou os rebeldes para ficar com o cristal do ar, e Lucia está com o do fogo. Mas nem todos sabem como ativar a magia da Tétrade, e apenas a princesa feiticeira conquistou poder até agora, aliando-se ao deus do fogo que libertou de seu cristal. Gaius, o Rei Sanguinário, também não desistiu de encontrar os cristais. Ele está mais sedento por poder do que nunca, especialmente agora que não conta mais com a ajuda da imortal Melenia nem com o apoio de Magnus, o herdeiro que o traiu para poupar a vida da princesa Cleo. Para conquistar todo o mundo conhecido, Gaius resolve atravessar o mar gelado até Kraeshia, e tentar um acordo com o imperador perverso de lá. No caminho, o rei vai encontrar muitas dificuldades e inimigos, como Amara, princesa de Kraeshia, que tem seus próprios planos para conquistar o poder.

Leia a resenha de A Queda dos Reinos aqui.
Leia a resenha de A Primavera Rebelde aqui.
Leia a resenha de A Ascensão das Trevas aqui.

Cá estou com mais um volume de A Queda dos Reinos concluído. O que me deixa impressionada com essa série é que na maioria das vezes é bem difícil prever para onde a história vai se encaminhar, e isso me mantém super curiosa para continuar lendo os próximos livros. Mas, mesmo assim, Maré Congelada é vem semelhante ao seu antecessor e acaba me deixando em uma posição difícil, e eu não consigo lembrar de nada muito marcante que me auxilie no desenvolvimento da resenha.

Maré Congelada não é um livro ruim, de jeito nenhum; ele tem todos os elementos que já apareceram em livros anteriores da série e boa parte daquilo que me faz continuar acompanhando a saga de Cleo, Magnus e cia: personagens bem construídos, narrativa envolvente, reviravoltas quando menos se espera e uma ambientação imersiva. Só que em termos de enredo, mais uma vez eu fiquei com a sensação de que nada decisivo aconteceu e meio que me sinto no mesmo ponto em que estava após a leitura de Ascensão das Trevas.

Lucia é a personagem mais difícil (e chata) de acompanhar, confesso que só passei os olhos pela maioria dos capítulos em que o ponto de vista era dela. Por mais que a personagem tenha seu peso e sua importância dentro da história principal, eu ainda a vejo como alguém extremamente sem graça. A forçação de barra é forte com essa aqui.

Como eu já falei no início do texto, tenho pouco pra falar dessa experiência de leitura. Foi um livro morno, com poucas mudanças importantes e que me deixou desinteressada em alguns momentos. Não vou desistir da série porque realmente quero saber como tudo termina, mas espero que as coisas esquentem um pouco mais nos próximos livros.

Beijos e até o próximo post!

Resenha | O Ódio que Você Semeia

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Ano: 2017
Classificação:
Skoob
Link de compra

Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.Não faça movimentos bruscos.Deixe sempre as mãos à mostra.Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente.Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

O Ódio que Você Semeia foi muito comentado em 2017 e considerado por muitos o melhor livro do ano. E eu decidi pegá-lo esse ano devido a uma polêmica recente que houve envolvendo uma empresa de assinatura de livros, que em resumo alegou que livros YA não precisam de concentração para ser compreendidos, pois não trazem reflexões ao leitor. Pois é. Esse livro é um dos maiores exemplos de que muitas vezes esta afirmação é uma completa mentira.

A obra nos apresenta a jornada de Starr, uma menina negra que vive em um bairro negro dos Estados Unidos e presencia o assassinato de um de seus amigos, cometido por um policial branco. Este acontecimento desencadeia uma investigação e Starr se vê em uma situação que vai abrir seus olhos para uma realidade que ela sabia que existia, mas que passa a ter uma importância muito maior do que antes.

O Ódio que Você Semeia é um livro sobre racismo. Não só o racismo da segregação e do ódio, como o próprio nome sugere, mas também o racismo velado e diário, que se esconde nas atitudes mais “inocentes” e que é ignorado por grande parte da sociedade.

Acredito que a experiência de escrita deve ter sido muito íntima para Angie Thomas. No final do livro ela nos explica como teve a ideia de escrevê-lo e fala um pouco sobre as semelhanças entre a história de Starr e a sua própria. E para aqueles que, como eu, não tem muito contato com a cultura e o dia-a-dia de pessoas negras da periferia, foi muito incômodo perceber como a realidade se aproxima tanto da ficção apresentada no livro.

Eu poderia falar muito mais sobre a obra, mas existem diversas resenhas incríveis por aí, que trazem perspectivas mais aprofundadas sobre a importância desse livro não só para a literatura YA como para todas as outras faixas etárias e gêneros.

Leiam esse livro!

Beijos e até o próximo post :*

Voltando às raízes

domingo, 26 de agosto de 2018
Primeiramente, quero começar este post dizendo que o blog não vai acabar. Não sou famosa, poucas pessoas visitam com frequência o DdP, mas mesmo assim é bom avisar de antemão para aqueles que possam sentir falta caso esse meu espacinho na internet deixe de existir repentinamente. Então, podem ficar tranquilos quanto a isso (pelo menos por enquanto).

Já faz algum tempo que eu venho refletindo sobre os rumos que quero dar para o blog (e para o canal, a fanpage, o instagram etc.). Estou pensando no quanto vale a pena manter tudo isso ativo/atualizado. A internet é uma ferramenta incrível, e ver o crescimento dela ao longo dos anos foi algo super importante pra mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Eu encontrei uma voz aqui, uma maneira de me expressar pro mundo, de colocar meus pensamentos pra fora. Então não dá pra simplesmente ignorar isso e abandonar tudo depois de alguns momentos de reflexão.

Só que eu venho me sentindo meio sufocada ultimamente. Como eu disse antes, meu blog não é grande, mas mesmo assim eu sinto uma pressão (que nem mesmo sei de onde vem) para mantê-lo sempre atualizado, sempre relevante, sempre interessante. O mesmo acontece com o canal e todas as outras redes. O que mais encontramos por aí são artigos e vídeos de experts em conteúdo ensinando como sempre ter algo importante para postar, independente da plataforma ou do segmento. Já cheguei a pesquisar muito sobre isso, e até acho interessantes as estratégias para se alcançar sucesso na internet; mas a questão é que eu já não me importo mais com essas coisas.

Nossa, que libertador me dar conta disso! Eu não me importo com seguidores, com comentários, com os compartilhamentos. Não faz mais sentido pra mim. Não vou negar que parte desse sentimento vem da minha preguiça de fazer todo o trabalho necessário para "ser vista", mas também não é só isso; eu não quero fazer parte dessa competição toda entre os produtores de conteúdo, que ocorre principalmente por conta das mudanças constantes nos algoritmos de algumas plataformas/redes sociais. 

Eu quero paz na minha cabeça pra focar em outras coisas mais importantes.

"E que coisas são essas?", você pode estar pensando. A resposta é simples: os livros e a escrita. Sim, isso sempre esteve presente aqui no DdP e de maneira geral na minha vida, mas agora eu quero focar nisso e somente nisso. Sem interferências. O que significa que muito do conteúdo que eu produzo pra internet precisa mudar ou voltar ao que era lá em 2014, quando eu criei o blog (já são 4 anos, quem diria?).

Te convido a visitar alguns posts do começo do Ddp. Pra te ajudar, vou listá-los abaixo:


Viu como era bem mais simples? Eu só escrevia sobre o que gostava sem pensar em mais nada. O foco era colocar as palavras em ordem, pra trazer um sentido aos pensamentos que estavam perdidos na minha cabeça. Sem cobrança, sem pressão. Tudo na maior tranquilidade.

Essa é a minha essência, o que eu faço com mais alegria. E é por isso que eu quero e preciso trazer de volta esse conteúdo, deixando tudo o que sobra pra trás. Chega de posts sobre filmes e séries ou posts para encher linguiça; não quero mais pensar em escrever um texto cheio de palavras-chave, aplicando SEO, divulgando em tudo o que é grupo no Facebook. A partir de agora, o conteúdo será sobre livros e escrita. E talvez eu afunile ainda mais e torne o DdP apenas um banco de resenhas, mas essa é uma ideia que ainda preciso amadurecer.

Talvez eu ainda publique algo na categoria Aleatoriedades, sem me obrigar a escrever sobre nada em específico. Meus contos e flash fictions estão reunidos no Parágrafos que eu te fiz, e pretendo manter assim (inclusive estou morrendo de vontade de postar umas coisinhas por lá!). Aqui ainda será um espaço mais opinativo mesmo, com resenhas literárias e outros textos diversos.

As minhas redes sociais continuarão ativas, e eu pretendo manter o Instagram mais atualizado (e sem pressão, claro). O futuro do canal ainda é incerto; provavelmente vou seguir postando um vídeo por semana, que é a média atual (apesar de estar meio desatualizado). Não tenho intenção de abandonar, mas vou encará-lo mais ou menos como o blog: postando somente o que eu gosto, sem me cobrar e sem falar sobre assuntos muito aleatórios.

Agradeço a quem leu até aqui e espero que ainda possa contar com a presença de alguns de vocês, seja apenas lendo os posts, comentando ou interagindo de qualquer outra forma.

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Sometimes I Lie

segunda-feira, 4 de junho de 2018
Autora: Alice Feeney
Nível de inglês: Intermediário
Páginas: 384
Ano: 2017
Classificação:
Skoob
Link de compra

Sinopse: 'A bold and original voice. I loved this book.’ - Clare Mackintosh
1. I’m in a coma
2. My husband doesn’t love me anymore
3. Sometimes I lie
Unnerving, twisted and utterly compelling, you won’t be able to put this new thriller down. Set to be the most talked about book in 2017, it’s perfect for fans of Behind Closed Doors, The Girl on the Train and The Widow.
Imagine se você estivesse em um “coma consciente”? Conseguindo ouvir e sentir tudo à sua volta? Esta é a situação da protagonista de Sometimes I Lie, o thriller de estreia da autora Alice Feeney. A obra acompanha a vida conturbada de Amber, que após sofrer um acidente, fica em estado de coma sem se lembrar do que a levou até ali. Através de sua semi-consciência, vamos desvendando os segredos e mistérios que envolvem sua família mais próxima.

Eu estava com as expectativas nas alturas para esta leitura. Tinha lido resenhas mega positivas, que falavam o quão surpreendente era essa história e a quantidade de plot twists que ela possuía. Posso confirmar que realmente há muitas reviravoltas, mas grande parte elas não conseguiu causar tanto choque em mim quanto eu esperava.

É difícil falar do desenvolvimento do enredo sem revelar spoilers. O que posso dizer é que a narrativa alterna entre passado - através de um diário de criança -, as semanas que antecedem o acidente e o presente, em 2016. Esta construção de narrativa foi feita com maestria pela autora, que conseguiu ambientar muito bem o passado do diário, que se situa nos anos 90.

Os personagens são bem típicos deste gênero: suspeitos e não muito fáceis de gostar. Ficamos com a pulga atrás da orelha a cada diálogo, sempre achando que alguém tem a ver com o que aconteceu com Amber. As revelações sobre os personagens não são tão incríveis assim, tirando uma que realmente foi bem construída pela autora e me deixou de queixo caído.

Como eu disse no início da resenha, a maioria dos twists não me surpreendeu, e eu acho que quando um livro se apoia quase que exclusivamente nisso, ele deve cumprir com o prometido, e eu achei que foi algo que deixou bem a desejar. O final tem uma sacada legal por ser meio aberto a interpretações, mas pra mim não foi suficiente para transformar a leitura em algo incrível.

De qualquer forma, eu recomendo o livro pra quem procura um thriller cheio de reviravoltas.

Beijos e até o próximo post!

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