Resenha | Sometimes I Lie

segunda-feira, 4 de junho de 2018
Autora: Alice Feeney
Nível de inglês: Intermediário
Páginas: 384
Ano: 2017
Classificação:
Skoob
Link de compra

Sinopse: 'A bold and original voice. I loved this book.’ - Clare Mackintosh
1. I’m in a coma
2. My husband doesn’t love me anymore
3. Sometimes I lie
Unnerving, twisted and utterly compelling, you won’t be able to put this new thriller down. Set to be the most talked about book in 2017, it’s perfect for fans of Behind Closed Doors, The Girl on the Train and The Widow.
Imagine se você estivesse em um “coma consciente”? Conseguindo ouvir e sentir tudo à sua volta? Esta é a situação da protagonista de Sometimes I Lie, o thriller de estreia da autora Alice Feeney. A obra acompanha a vida conturbada de Amber, que após sofrer um acidente, fica em estado de coma sem se lembrar do que a levou até ali. Através de sua semi-consciência, vamos desvendando os segredos e mistérios que envolvem sua família mais próxima.

Eu estava com as expectativas nas alturas para esta leitura. Tinha lido resenhas mega positivas, que falavam o quão surpreendente era essa história e a quantidade de plot twists que ela possuía. Posso confirmar que realmente há muitas reviravoltas, mas grande parte elas não conseguiu causar tanto choque em mim quanto eu esperava.

É difícil falar do desenvolvimento do enredo sem revelar spoilers. O que posso dizer é que a narrativa alterna entre passado - através de um diário de criança -, as semanas que antecedem o acidente e o presente, em 2016. Esta construção de narrativa foi feita com maestria pela autora, que conseguiu ambientar muito bem o passado do diário, que se situa nos anos 90.

Os personagens são bem típicos deste gênero: suspeitos e não muito fáceis de gostar. Ficamos com a pulga atrás da orelha a cada diálogo, sempre achando que alguém tem a ver com o que aconteceu com Amber. As revelações sobre os personagens não são tão incríveis assim, tirando uma que realmente foi bem construída pela autora e me deixou de queixo caído.

Como eu disse no início da resenha, a maioria dos twists não me surpreendeu, e eu acho que quando um livro se apoia quase que exclusivamente nisso, ele deve cumprir com o prometido, e eu achei que foi algo que deixou bem a desejar. O final tem uma sacada legal por ser meio aberto a interpretações, mas pra mim não foi suficiente para transformar a leitura em algo incrível.

De qualquer forma, eu recomendo o livro pra quem procura um thriller cheio de reviravoltas.

Beijos e até o próximo post!

Resenha | Um Encontro de Sombras

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Autora: V. E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 560
Ano: 2017
Classificação:

Sinopse: Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um tom mais escuro de magia Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.
Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro.

Um Tom Mais Escuro de Magia foi o livro responsável por despertar minha paixão por Victoria Schwab / V. E. Schwab. Em Um Encontro de Sombras, segundo livro da série Tons de Magia (pois é, parece que a autora está planejando mais uma trilogia que se passará no mesmo mundo), eu reencontrei todos os fatores que me fizeram amar o primeiro livro, porém com um desenvolvimento bem mais lento que quase fez este volume cair na temida “síndrome do segundo livro”.

A obra se inicia quatro meses após os acontecimentos de seu antecessor. Kell e Lila estão em situações completamente diferentes: ela vivendo a vida que sempre sonhou à bordo de um navio pirata e ele tentando lidar com o rei e a rainha de Arnes, que não parecem mais tratá-lo como um filho.

O primeiro terço do livro é quase que inteiramente dedicado a desenvolver e se aprofundar na personagem de Lila, que deseja aprender mais sobre magia e conta com a ajuda de Alucard, o capitão do navio que ela quase conseguiu roubar. A relação entre eles é bem trabalhada; a autora teve a oportunidade de abordar um possível triângulo amoroso mas fiquei muito feliz por não ter feito isso. Vi alguns comentários de pessoas que não curtiram o Alucard mas eu não me incomodei tanto, apesar de admitir que ele é o equivalente masculino da Lila.


Por falar em masculinidade, V. E. Schwab faz questão de diminuir os trejeitos femininos de Lila a todo tempo, para mostrar como isso a torna forte e destemida. Isso é meio desnecessário, afinal, uma mulher pode sim ser totalmente feminina e ainda assim possuir uma força e coragem "acima da média". Uma coisa não interfere na outra, então esse tipo de abordagem da personalidade de Lila me incomodou um pouco.

Já na metade da história, começamos a ver um pouco mais de ação. Um torneio é introduzido e como eu gosto bastante de competições e jogos, fiquei bem entretida nos capítulos que o abordam. Mas não pense que o ritmo acelera; tudo o que envolve este torneio é desenvolvido sem pressa, ainda tentando aprofundar mais na vida dos personagens ao invés de focar nos grandes acontecimentos.

Os últimos capítulos é que são os responsáveis por grande parte da ação. É no final que começamos a entender o futuro dos personagens e o que a autora estava planejando fazer desde o começo. A história termina com um grande cliffhanger que me deixou desesperada pelo próximo livro. Editora Record, cadê?


Recomendo muito essa série, principalmente para os fãs de magia, fantasia e mundos paralelos. A escrita da V. E. Schwab é super imersiva e encantadora, e eu espero poder ler cada vez mais livros dela!

Beijos e até o próximo post :*

Ofertas do Dia do Orgulho Nerd na Amazon

sexta-feira, 25 de maio de 2018


Pessoal, cá estou eu para trazer mais ótimas ofertas da Amazon pra vocês! Dia 25 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Nerd, e com isso a loja está com diversos preços incríveis e uma promoção imperdível: na compra de 4 livros da seleção especial, o mais barato sai de graça.

Sensacional, né?

Confira abaixo alguns dos livros e quadrinhos em promoção:

Daytripper
Edgar Allan Poe - Medo Clássico
A Menina Submersa
A Longa Viagem a Um Pequeno Planeta Hostil
Jogador Número 1
As Crônicas de Nárnia
Fahrenheit 451

E aí, vai aproveitar os descontos?


Resenha | Reconstruindo Amelia

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Autora: Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2014
Classificação:
Skoob
Link de compra
 
Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular:
Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.

Reconstruindo Amelia é um thriller dramático da autora Kimberly McCreight, que já tinha aparecido no meu Goodreads muitas vezes mas acabou ficando de lado por tempo, até que me veio uma vontade súbita de ler um livro de mistério e eu decidi dar uma chance para ele, que foi uma ótima escolha.

A obra conta a história de Amelia, uma menina de quinze anos que aparentemente se jogou do prédio de sua escola após levar uma suspensão de três dias. Sua mãe, Kate, uma advogada bem-sucedida e sócia de uma empresa de advocacia, se recusa a aceitar o suicídio e após receber uma mensagem anônima, decide investigar os acontecimentos que levaram Amelia à sua morte.

Os capítulos são alternados entre mãe e filha, no presente e no passado, respectivamente. A narrativa alterna em primeira e terceira pessoa, o que é muito bem aproveitado, já que em primeira pessoa é possível se sentir como Amelia e se colocar em seu lugar, enquanto em terceira pessoa conseguimos ter uma visão melhor da investigação de Kate.

Acredito que o principal questionamento do livro é: o quão bem você conhece as pessoas que ama? Será que mesmo aqueles mais próximos como filhos, marido ou irmãos, são mesmo pessoas de quem você pode alegar saber todos os segredos?

A jornada de Kate pela vida de Amelia é de cortar o coração. Vemos o constante desespero de uma mãe que pensava saber tudo sobre sua filha adolescente, que aparentava ser uma menina dedicada aos estudos, sensata e inteligente. Aos poucos as camadas de Amelia vão se desmanchando e as revelações sobre sua vida são cruéis. Sentimos na pele a dor de ambas conforme coisas piores vão acontecendo na vida da menina.

Bullying, sexualidade, slut shaming e outros assuntos são tratados ao longo da obra, pelo principal ponto de vista de adolescentes privilegiados que, quando entediados, são capazes das maiores atrocidades. É triste e desolador perceber o quão perdida uma geração pode estar, nos dias de hoje. E o quão impotentes muitos pais acabam ficando por não saberem o que acontece por trás das vidas de seus filhos.

Gostei muito da teia de acontecimentos tecida por McCreight, ficamos realmente interessados pelo desenvolvimento da investigação e pela verdade sobre a morte de Amelia. No meio tempo também descobrimos coisas sobre Kate e os paralelos entre sua vida e a vida de sua filha. E estas descobertas contribuíram para que eu ficasse um pouco desanimada, já que não achei muito verossímeis.

O final não foi dos mais surpreendentes pra mim, cheguei a cogitar a resolução apresentada então não fiquei chocada. Existem duas discussões entre personagens mulheres que se resumem a brigar por causa de homem, e acho que já passou da hora de pararmos de perpetuar coisas desse tipo em livros atuais. Um pouquinho de sororidade não faz mal a ninguém, né?

No mais, eu recomendo muito essa leitura e achei o saldo super positivo!

Beijos e até o próximo post :*

4 autores conheço pouco mas já amo

segunda-feira, 7 de maio de 2018
Existem autores que conseguem conquistar a gente logo de cara, né? Parece que o santo bate com as palavras e a gente já se torna fã desde a primeira lida. Foi pensando nisso que decidi elaborar esta listinha dos autores que mal conheço, mas já considero pacas (bons tempos de orkut!).

Neal Shusterman. Até o momento só li O Ceifador dele, mas sabe quando você se apaixona pela escrita de um autor? Pois é, com o Neal foi bem assim, de primeira. Ele tem um jeito simples e direto de escrever, que consegue nos prender da primeira à última página. Sem contar as críticas à sociedade, que sei que é uma característica bem presente em seus outros livros. Já estou ansiosa pelo lançamento de A Nuvem e assim que eu receber O Fundo é Apenas o Começo, que comprei na pré-venda, vou passar na frente de todas as outras leituras.

Margaret Atwood. A maior diva da minha vida não poderia ficar de fora dessa lista! Também conheci a escrita dela em 2017 com O Conto da Aia, e esse ano já corri para ler Vulgo Grace, que já está entre as melhores leituras de 2018. Margaret tem uma escrita que atinge o íntimo tanto do personagem quanto do leitor, expondo os segredos mais obscuros da personalidade de cada um. Ela cria mulheres fortes com quem é difícil não se identificar, e as reflexões abordadas em seus livros ficam na nossa memória por muito tempo.

Becky Chambers. Planeta Hostil foi uma experiência muito marcante pra mim, principalmente por ser uma ficção científica escrita por mulher. A autora possui uma sutileza deliciosa e consegue ambientar muito bem as cenas, fazendo com que o leitor se sinta totalmente imerso na leitura. A Darkside já anunciou o lançamento da sequência de Planeta Hostil para 2018 e eu estou empolgadíssima para ler!


Mindy McGinnis. Já li os dois livros dela que foram lançados no Brasil e achei ambos muito bons. Mindy aborda assuntos ligados ao feminismo em suas mais diferentes formas, e consegue mostrar uma versatilidade em sua escrita, que vai do sutil ao “tapa na cara” com muita facilidade. Espero poder ver mais livros seus por aqui e sempre farei o possível para levar as importantes mensagens deles para o maior número de pessoas.


Quais foram os autores que mais te marcaram nos últimos tempos? Comenta aí embaixo!

Beijos e até o próximo post :*

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