Mostrando postagens com marcador 5 estrelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 5 estrelas. Mostrar todas as postagens

Resenha | Edgar Allan Poe: Medo Clássico vol. 1

sexta-feira, 23 de março de 2018

Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside
Páginas: 384
Ano: 2017
Classificação:


Sinopse:Seguindo o padrão quase psicopata de qualidade que os leitores já esperam da DarkSide® Books, o livro é uma homenagem a Poe em todos os detalhes: da capa dura à nova tradução feita por Marcia Heloisa, pesquisadora e tradutora do gênero, além das belíssimas ilustrações em xilogravura feitas pelo artista gráfico Ramon Rodrigues. E o mais importante: o conteúdo selecionado que recheia as 384 páginas deste primeiro volume de Edgar Allan Poe: Medo Clássico. E que conteúdo!
Pela primeira vez numa edição nacional, os contos estão divididos em blocos temáticos que ajudam a visualizar a enorme abrangência da obra. A morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, as histórias do detetive Auguste Dupin, personagem que serviu de inspiração para Sherlock Holmes.
O livro traz ainda o prefácio do poeta Charles Baudelaire, admirador confesso de Poe e o primeiro a traduzi-lo para o francês. Os contos são comentados na voz do personagem mais famoso de Poe, um certo pássaro de asas escuras como a noite. E por falar nele, Edgar Allan Poe: Medo Clássico apresenta “O Corvo” na sua versão original, em inglês, além de reunir suas mais importantes traduções para o português: a de Machado de Assis (1883) e a de Fernando Pessoa (1924).
Uma obra tão completa que não poderia se limitar a um só volume. A DarkSide® Books já começa a organizar Edgar Allan Poe: Medo Clássico, volume 2. Além de Poe, Mary Shelley, Bram Stoker e Lovecraft também farão parte da coleção Medo Clássico, sempre com ilustradores convidados e tradutores que respiram e conhecem profundamente as obras originais.
Nunca mais houve um autor como Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta.

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu sou muito fã de Edgar Allan Poe. Meu primeiro contato com a obra do escritor foi com uma edição bem simples de Histórias Extraordinárias da editora Martin Claret. Foi amor à primeira lida. Cheguei a comprar a versão da Barnes and Noble (que mostrei nesse post aqui) mas ainda li muito pouco dela por motivos de: inglês super rebuscado e arcaico. Então imagina a minha felicidade quando soube que a Darkside ia lançar essa edição com diversos contos do mestre? Tinha certeza de que não iria me decepcionar, e foi realmente uma experiência excelente.

O livro é dividido em partes, de acordo com o tema dos contos: Espectro da Morte, Narradores Homicidas, Detetive Dupin, Mulheres Etéreas, Ímpeto Aventureiro e O Corvo. Acho que essa divisão foi muito bem feita e bem pensada, de forma que vamos lendo contos que se encaixam em determinadas fases de Poe.



Como já conhecia boa parte dos contos, preferi dar prioridade para aqueles que eram novidade pra mim e pulei alguns dos que já conhecia. Mas tive o prazer de reler o meu favorito, O Gato Preto, e aproveitar toda a genialidade do gênio do terror. Entre os contos “inéditos”, meu favorito foi O Baile da Morte Vermelha.

Esta edição possui uma parte totalmente dedicada ao poema mais famoso de Poe, O Corvo. Além da versão original, em inglês, temos também a tradução de Machado de Assis e outra de Fernando Pessoa. Gostei de ambas, mas minha preferida foi a de Machado. Acho que ele conseguiu captar muito bem a essência do autor.



Como era de se esperar, o trabalho gráfico da Darkside está impecável, com uma capa linda e xilogravuras internas impressionantes (e macabras). Ao final da obra, temos algumas fotos da antiga residência de Poe, agregando ainda mais informações interessantes ao material. Encontrei um ou outro errinho de revisão, mas nada que comprometa o produto final. Acredito que nas próximas edições isso possa ser facilmente corrigido.

No geral, Edgar Allan Poe: Medo Clássico vol. 1 é muito mais do que recomendado, tanto para os fãs do autor quanto para aqueles que querem ter um primeiro contato com sua obra. Seus trabalhos mais consagrados estão reunidos neste livro, por isso acredito que seja uma boa maneira de conhecer seu trabalho. Já estou ansiosa pelo vol. 2 que será lançado ainda em 2018!



Beijos e até o próximo post!

Resenha | Para Poder Viver

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Autora: Yeonmi Park
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 328
Ano: 2016
Classificação:

Sinopse: Em narrativa memorável, uma jovem norte-coreana conta como escapou de uma das mais sanguinárias ditaduras do planeta.Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando abandonou a Coreia do Norte. Mas sabia que fugir era a única maneira de sobreviver à fome, às doenças e ao governo repressor. Este livro é a história da luta de Park pela vida. O leitor acompanha sua infância no país mais sombrio do mundo. Em seguida, testemunha sua fuga, aos treze anos, pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas. Emociona-se com seu périplo pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, guiada pelas estrelas, em direção à Coreia do Sul. Vibra com seu papel como ativista pelos direitos humanos. Antes dos 21 anos, Yeonmi acumulou experiência suficiente para encantar todas as gerações de leitores neste livro memorável.
Se você acompanha as notícias, mesmo que com pouca frequência, já deve ter ouvido falar na política da Coreia do Norte. Pouco se sabe através de provas concretas, mas vez ou outra aparecem indícios de que campos de concentração são uma realidade para o povo norte coreano, além da existência de bases nucleares. Isso sem falar no total controle aparente que a população vive, incapaz sequer de deixar o país por conta própria.

Em Para Poder Viver, conhecemos a história de Yeonmi Park, uma jovem norte coreana que conseguiu escapar das garras do governo totalitarista da dinastia Kim, governo este que já dura décadas. Yeonmi nos conta com detalhes como foi sua infância na CN e sua fuga, já na adolescência. Já adianto que é uma história extremamente dolorosa e triste, que vai falar ainda mais profundamente com as mulheres devido aos horrores que Yeonmi e sua mãe tiveram de enfrentar. Mas todo o sofrimento é necessário para que possamos sentir empatia e compreender o quão séria é a situação deste país terrível.

A narrativa de Yeonmi é simples e possui tom de conversa. Apesar de ter amadurecido muito durante sua jornada, ela mostra em sua escrita um quê de ingenuidade ainda presente ao descrever as situações mais difíceis. Estupro, tráfico humano, violência e temas semelhantes são tratados com tanta sutileza que às vezes deixamos de perceber a crueldade por trás dos acontecimentos. Mesmo assim, em diversos momentos tive dificuldade de ler, tamanho o impacto das palavras de Yeonmi.

O desenvolvimento da história de Yeonmi é quase ficcional; tem momentos de aventura, romance e suspense. Todos os acontecimentos ocorridos em solo norte coreano soaram para mim extremamente parecidos com livros de distopia que já li. É inacreditável pensar que tudo isso esteja tão perto de nós, acontecendo neste exato momento, mesmo em um mundo com tanta tecnologia e (em sua maioria) liberdade.

Por muitas vezes refleti sobre os problemas que já tive na vida. Reconheço, após ler Para Poder Viver, o quão privilegiada posso me considerar por viver em um país democrático e livre (na medida do possível). Não consigo nem imaginar como é ser privado de todo e qualquer direito de escolher ou pensar por conta própria. E além disso, ter sua mente dominada por mentiras e sem a possibilidade de conhecer o mínimo do mundo exterior. É uma situação revoltante, e que só me trouxe um sentimento de impotência constante, por não saber como poderia ajudar mesmo que de forma ínfima.

Yeonmi é um exemplo de força e coragem, mas mais do que isso, é uma garota com suas inseguranças e seus defeitos, que foi obrigada a amadurecer de maneira bruta e cruel sem quase ter chance de dar a volta por cima. E é inspirador ver que mesmo com todas as circunstâncias apontando para o fracasso, essa menina conseguiu superar todo o inferno que passou e hoje luta para que seu povo um dia não pereça mais.

Não tem como não recomendar Para Poder Viver. É um livro para qualquer pessoa, pois todos precisam ter consciência do que se passa na Coreia do Norte, para que pelo menos possam ser gratos pelo que possuem. 

E eu espero um dia poder ver a libertação deste povo.

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | O Chamado do Monstro

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017














Autor: Patrick Ness
Editora: Ática
Páginas: 216
Ano: 2011
Classificação:
SinopseA escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro. Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para ajudá-los, a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos. Só que o monstro sabe que Conor esconde um segredo. E isso o torna realmente assustador. Mas por que Conor deveria dar ouvidos a algo que parece imaginado? Por que o monstro parece ser a única criatura a estar ao seu lado diante de seus maiores medos - o de perder a mãe e o de contar a verdade.
Como começar a falar de um livro tão pequeno e tão complexo? Nesta obra de Patrick Ness, o leitor é levado por uma história repleta de simbolismos e sentimentos, que encanta e enche os olhos com ilustrações belíssimas que complementam os textos apresentados.

Desde o início não é difícil supor o que nos aguarda ao final da leitura. Os ensinamentos sobre a vida são dados em doses homeopáticas, com pequenas metáforas distribuídas ao longo dos capítulos que certamente irão trazer reflexões até naqueles mais insensíveis aos acontecimentos. Essa abordagem com um toque de realismo mágico foi crucial para me ganhar completamente e me fazer ficar extremamente envolvida por Conor e sua família.

Os personagens apresentados na obra não são nada rasos; mesmo aqueles que aparecem pouco, tem uma importância e profundidade grandes. O que senti por Conor ultrapassou a empatia, pois a cada interação com um personagem, eu fui Conor, vivenciei cada um de seus sentimentos e sofri com ele.

Imagens: Stephanie Bertram


O Chamado do Monstro não aborda apenas o óbvio ou aquilo a que se propõe. É uma obra que vai mais a fundo e pode ter um significado diferente para cada um. Mesmo podendo ser classificado com um infanto-juvenil, a maturidade de cada leitor é que irá determinar a mensagem que o autor quis passar.

Como eu disse no início da resenha, é difícil falar muito sobre este livro. Acho que isso acontece porque foi uma leitura angustiante, eu queria terminar para dar um fim ao sofrimento mas sabia que ainda não era hora, sabia que eu precisava passar mais tempo na companhia de Conor e do Monstro. Foi um aprendizado e tanto e por mais que tenha doído, eu espero poder revisitar esta história muitas e muitas vezes.

Esta resenha faz parte do Desafio Literário I Dare You 2.0 (saiba mais clicando aqui).
Tema escolhido para Novembro: Ler em um dia

Beijos e até o próximo post :*


Resenha | Little Peach

sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Autor: Peggy Kern
Nível de Inglês: Básico
Páginas: 208 
Ano: 2015
Classificação:

Sinopse: When Michelle runs away from her drug-addicted mother, she has just enough money to make it to New York City, where she hopes to move in with a friend. But once she arrives at the bustling Port Authority, she is confronted with the terrifying truth: she is alone and out of options. 
Then she meets Devon, a good-looking, well-dressed guy who emerges from the crowd armed with a kind smile, a place for her to stay, and eyes that seem to understand exactly how she feels. 
But Devon is not what he seems to be, and soon Michelle finds herself engulfed in the world of child prostitution where he becomes her “Daddy” and she his “Little Peach.” It is a world of impossible choices, where the line between love and abuse, captor and savior, is blurred beyond recognition. 
This hauntingly vivid story illustrates the human spirit’s indomitable search for home, and one girl’s struggle to survive.

Little Peach é um livro pequeno em páginas mas com uma mensagem poderosa. Pelos olhos da protagonista Michelle, acompanhamos a dura realidade de várias garotas que como ela, acabam sendo seduzidas pelo mundo da prostituição infantil.

A autora escolheu um tema muito delicado para abordar. Ao final da leitura, ela inclusive nos explica o motivo de ter escolhido este assunto e por que precisamos falar mais sobre ele. É de cortar o coração saber que tantas crianças e adolescentes vivem diariamente uma situação que nem deveria existir, em primeiro lugar.

Em nenhum momento somos poupados. A obra contém muitas cenas gráficas de violência, drogas e abuso sexual, este último podendo ser um gatilho para algumas pessoas; por isso recomendo cautela caso você tenha alguma dificuldade em ler sobre estes temas. A narrativa de Peggy Kern é muito simples e crua, o que funciona muito bem porque tentar suavizar a história com uma narrativa poética certamente não traria toda a carga emocional que a obra precisa.

Não consigo expressar como me senti em relação aos personagens. Foi algo muito além de tristeza ou emoção; um misto de raiva, impotência e choque. Fiquei impressionada demais para sequer chorar. Acho que isso se deve ao fato de ser tão difícil acreditar que Little Peach seja ficção, quando sabemos que nesse exato momento há tantas Michelles, Babys, Kats e Devons fazendo parte desta máfia repugnante.

Minhas cinco estrelas não se referem à qualidade literária da obra, pois confesso que nem consegui analisar o livro dessa maneira (apesar de achar genial a narrativa em segunda pessoa em certas cenas). Essa nota serve para que você, leitor dessa resenha, saiba que este livro é importante e necessário. Ele vai te chocar, te emocionar, te destruir. Vai fazer você pensar um milhão de vezes antes de reclamar dos seus pais, da sua escola, do seu trabalho. Se você lê em inglês, por favor, dê uma chance a Little Peach. Vamos fazer essa história alcançar mais pessoas, para que possamos discutir mais sobre esse problema que afeta uma parcela tão frágil e indefesa da nossa sociedade.

Beijos e até o próximo post :*

5 dias, 5 resenhas | Uma Chama Entre as Cinzas

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Autor: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 432
Ano: 2015
Classificação: 
Skoob
SinopseLaia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.
E então eu li um dos livros mais hypados dos últimos meses. E vi que o bafafá em torno dele fazia todo o sentido.

A capa e o nome da autora já despertaram em mim a sensação de que a história se passaria em um ambiente similar aos países da Ásia e Oriente Médio. E isso se confirmou logo do início da obra, onde paisagens desérticas são narradas pela protagonista Laia. Consegui me situar rapidamente e acho esse um dos pontos mais fortes da história. Sabaa consegue nos introduzir nos cenários narrados em poucos parágrafos, com uma narrativa fluida e sem muitas firulas.

Não sou muito fã de alternância de narradores, mas em UCEC isso faz todo o sentido e dá um dinamismo maior à obra, já que os protagonistas vivem em ambientes diferentes, pelo menos no início. Através das vozes de cada um deles, somos informados sobre os acontecimentos em locais diferentes, mesmo que estejam ocorrendo simultaneamente.



Ainda sobre essa troca de pontos de vista, a autora conseguiu manter minha curiosidade a milhão nos encerramentos de cada capítulo. Foi muito difícil largar a leitura para dormir, por exemplo, pois sempre terminava o capítulo em algum ponto crucial da história. Claro que achei isso sensacional :)

O desenvolvimento dos personagens também é um dos pontos positivos a se destacar. Sabaa trabalha muito bem as facetas de cada um, expondo suas fraquezas, medos e defeitos de maneira muito crível. Acredito que as mudanças sofridas pelos personagens só não são maiores por conta da linha do tempo do livro, que é curta.

O enredo não é inovador, já que claramente a autora utiliza de elementos da "jornada do heroi" no decorrer da narrativa. O que faz a história ter um brilho especial, além da ambientação que já citei, é o ritmo frenético e falta de piedade que a autora tem pelos seus pupilos. Ela não tem medo de faze-los passar por situações difíceis e que os levam ao limite. Por ser o primeiro livro de uma trilogia/série (ainda não se sabe muito sobre quantos livros serão no total), é esperado que nada muito "sério" aconteça, para que os personagens possam continuar sua jornada. Mas mesmo com isso em mente, eu sofri junto a cada vez que algo ruim acontecia.

Imagens: Stephanie Bertram


O final é um cliffhanger na medida certa, nos deixa ávidos pela continuação mas ainda assim, tranquilos. O lançamento nos EUA está previsto para Agosto desse ano, então creio que só veremos aqui no Brasil em 2017 :(

Vou ficando por aqui, deixa aí nos comentários o que você achou da resenha e se pretende ler este livro que eu recomendo e muito!

Beijos e até o próximo post :*

Resenha | Coroa da Meia-Noite

terça-feira, 29 de setembro de 2015




Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Ano: 2014
Classificação: 
Skoob
Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.
A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série. Confira a minha opinião sobre Trono de Vidro aqui.


Se prepare porque meu “eu” fangirl vai falar mais alto. Sabe o que é você amar um livro do começo ao fim? Gostar de cada detalhe, cada acontecimento (até os mais tristes)...? É assim que me sinto com Coroa da Meia-Noite, o segundo livro da série Trono de Vidro. Fiquei boquiaberta com a capacidade da Sarah J. Maas de dar um salto tão grande de qualidade no mundo que ela criou. Vou tentar explicar, me desculpem se ficar confuso, é porque tem amor demais envolvido :}

Começamos a história acompanhando Celaena como a assassina do rei. Logo nos primeiros capítulos fica bem claro todo o ódio da protagonista pelo seu “trabalho” e somos presenteados com uma revelação a respeito disso que gostei muito, apesar de ser bem perigosa. Mas quem acompanha a série bem sabe que a Celaena aguenta o tranco de suas decisões, e com essa não seria diferente.

A história desse segundo livro é um pouco mais política, além de ter vários outros acontecimentos e plots sendo desenvolvidos em segundo plano. Então nem preciso dizer que ação é o que não falta, né? Não, você não vai se deparar com lutas e fugas a cada capítulo, mas sim com muitos arcos e coisas interessantes a respeito dos principais personagens, como Dorian e Nehemia.



Os relacionamentos são outro ponto forte do livro. Gostei muito de ver a relação de Celaena com Dorian e Chaol se aprofundar mais, assim como sua amizade com Nehemia. E é por causa desse aprofundamento que vemos um amadurecimento muito grande desses personagens que passamos a conhecer melhor e amar mais do que nunca, mesmo com seus defeitos.

É difícil continuar falando sem soltar spoilers, até porque tem diversas revelações do meio pro fim da história. O que posso dizer é que gostei de todas, principalmente a do final (eu cheguei a dar pulinhos de alegria, sério!). Apesar de algo muito triste estar envolvido nessa tal revelação, tudo o que ela acarreta é simplesmente bom demais pra acreditar. Terminei a leitura com um sorriso no rosto e o coração um pouco apertado.

O que Sarah J. Maas tem nas mãos pra desenvolver agora vale ouro. Fica bem claro que tudo o que aconteceu até agora foi apenas uma “preparação” do terreno para o que vem a seguir, que pode ser um milhão de vez melhor do que esses dois primeiros livros (se a autora souber trabalhar todas as possibilidades). A ansiedade está a mil mas não quero me antecipar muito para ler Herdeira do Fogo, já que Queen of Shadows acabou de ser lançado lá fora e ainda vai levar um tempinho pra chegar aqui :(

Ficou fora de foco mas eu gostei mesmo assim :~

Então se você leu Trono de Vidro e está em dúvida sobre continuar a série, eu te digo: tá esperando o quê? Corre atrás do seu exemplar de Coroa da Meia-Noite pra ontem! Tenho certeza que não irá se arrepender.

Pra finalizar, um recadinho: fiz uma resenha sobre A Lâmina da Assassina, que é um livro de contos que se passa antes dos acontecimentos de Trono de Vidro, e postei no meu Skoob! Como é uma resenha curta, preferi postar somente por lá. Inclusive farei isso com outros livros também, então me adiciona/segue lá pra acompanhar tudo certinho!

Beijos e até próximo post :*



Resenha | Como eu Era Antes de Você

sexta-feira, 17 de julho de 2015
 Autor: Jojo Moyes
 Editora: Intrínseca
 Páginas: 320
 Ano: 2013
 Classificação:
 Skoob
SinopseAos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.
Acredito que, como muitas pessoas, fiquei curiosa sobre este livro devido a tantas resenhas positivas que saíram desde o ano passado, falando sobre como a história era maravilhosa e triste. E recentemente mais atenção ainda foi dada à obra, já que em breve ganhará uma adaptação cinematográfica. Todo este bafafá contribuiu e muito para que minhas expectativas fossem às alturas, e quando isso acontece, a chance de decepção é enorme. Mas não foi o que ocorreu aqui.

Vou começar falando da Lou. Meu Deus, que personagem incrível! Tinha tudo para ser caricata, forçada, clichê; mas se demonstrou verossímil e muito completa. Me identifiquei muito com ela e seus dilemas, aquela coisa de não saber o que quer da vida, tão típica da fase entre os 20-30 anos. Suas inseguranças falaram diretamente comigo e me fizeram ter uma empatia enorme por ela. Acredito que esta personagem é meu maior motivo para ter dado nota máxima à obra.

E o Will? Bom, o Will é detestável. Mas só no começo. Também poderia ser clichê, mas não foi. Moyes conseguiu construir tão bem o caráter dele, criar camadas e mais camadas que íamos descobrindo ao longo da história, o que me surpreendeu bastante. Eu consegui enxergar claramente como deve ser insuportável viver preso à uma cadeira de rodas, dependendo de todos até para comer. E a empatia por ele também foi enorme, compreendi seu sofrimento e suas angústias. E considerei suas atitudes muito corajosas, todas elas (quem leu, sabe bem do que estou falando...).

Quem já leu outras resenhas minhas, sabe que costumo falar pouco do enredo. E aqui também não quero me prolongar muito, mas achei toda a jornada de Lou em relação a Will muito bem-construída, com obstáculos que me pareceram bem reais com os resultados nem sempre positivos. Mais uma vez, Jojo Moyes conseguiu me aproximar do que deve ser conviver com uma pessoa deficiente e enfrentar os problemas diários de uma pessoa na condição de Will.

Gostei bastante de todo o desenrolar do enredo. As relações de Lou com a família, seu namorado e os outros personagens foram exploradas com maestria, com conflitos bem estruturados e que alguma vez na vida já vivemos ou vimos alguém vivenciar. Sei que é repetitivo, mas não dá pra deixar de dizer que tudo o que a autora trabalhou em Como eu Era Antes de Você se aproxima demais da realidade. Isso até poderia me incomodar um pouco, mas com este livro, só me deixou ainda mais fascinada.

Aprendi muito com esta leitura. Sobre a vida, as escolhas que fazemos, a família e até que ponto podemos interferir nas vidas de quem amamos. A autora aborda um assunto extremamente delicado e que me deixou pensando muito a respeito após terminar a leitura. Este assunto vai além da deficiência e é pouco abordado tanto em livros quanto em filmes. Acho que precisamos falar mais sobre ele, pesquisar e procurar entender. Não vou revelar sobre o que estou falando, apesar de não considerar um spoiler enorme. Se você já leu e quiser deixar sua opinião sobre isso, comenta aí embaixo :}

Já esperava tristeza e romance, mas não achava que a carga emocional seria tão pesada. Me pegava pensando nos personagens sempre que deixava a leitura de lado. Ainda lembro de cada um com carinho (menos o Patrick haha) como se fossem meus amigos, minha família. A sensação que CEEAV deixou em mim foi, ao mesmo tempo, de alegria e pesar. Ainda vou pensar muito em cada acontecimento, cada diálogo, e principalmente, cada cena final. Para muitos, foi um final devastador, cruel; para mim, foi triste, porém justo. Meu coração ficou em paz após ler a última palavra daquele epílogo.

Então é isso, pessoal, espero que tenham gostado da resenha, e não se esqueça de deixar seu comentário do coração, vou adorar saber sua opinião caso já tenha lido, ou apenas saber se você se interessou por essa leitura tão incrível e  altamente recomendada.


Esta resenha faz parte do Desafio Literário I Dare You (saiba mais clicando aqui).
Tema de Junho: Romances

Beijos e até o próximo post!

Resenha | Proibido

terça-feira, 13 de janeiro de 2015
image

Autor: Tabitha Suzuma
EditoraValentina
Páginas: 304 
Ano: 2014
Classificação
Skoob
Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia?
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.
Quando li sobre Proibido pela primeira vez, confesso que fiquei assustada. Com uma história sobre um amor nada fraternal entre dois irmãos de sangue, era impossível não pensar que seria algo que causaria nojo e repulsa. E eu me surpreendi por ter achado tudo tão assustadoramente lindo.

Que fique claro: mesmo após o término da leitura, eu ainda não acho correto esse tipo de relacionamento. Mas a empatia que a autora conseguiu criar na narrativa fez com que eu me perguntasse: e se fosse comigo? E se eu estivesse apaixonada pelo meu irmão, aquele que nasceu do mesmo útero, compartilhou o mesmo teto, a mesma família…? Que atitude eu tomaria?

image

A situação em que os protagonistas Maya e Lochan vivem é extremamente complexa e delicada. São cinco irmãos de diferentes idades, tendo que conviver sem pai e com uma mãe alcoólatra e ausente, que vive num mundo ilusório e infantil. Sem contar as dificuldades financeiras e o medo constante de serem pegos pelo Serviço Social. Os dois não são apenas irmãos, tem de agir como pai e mãe, mesmo ainda sendo adolescentes. Lochan e Maya são os pilares que ainda mantém a família de pé. E é dessa cumplicidade que existe entre os dois que nasce este sentimento proibido.

Adorei ver a relutância que ambos demonstram durante toda a história. Como vemos os pontos de vista dos dois, não precisamos supor nada. Os personagens nos dizem exatamente o que estão sentindo, e isso torna a leitura ainda mais próxima e de certa forma, dolorosa. E pra mim esse é o ponto alto do livro: a verossimilhança de Maya e Lochan. Eles não aceitam sentir o que sentem, brigam consigo mesmos durante toda a história. E apesar de Tabitha Suzuma às vezes apelar para uma narrativa poética, não tira dos diálogos e pensamentos um tom verdadeiro, fácil de imaginar na vida real.

image
Imagens: Stephanie Bertram
Não preciso dizer que Proibido não é para qualquer pessoa, né?! Se você se impressiona fácil ou tem ideias um pouco mais conservadoras, esse pode não ser o livro certo para você. Possui algumas cenas um pouco mais “pesadas” e bem descritivas, que inclusive me fizeram parar a leitura por alguns momentos para respirar e retornar depois. É uma leitura difícil nesse sentido, faz com que nós questionemos nossos princípios e os tabus da sociedade.
“Durante todo esse tempo, durante toda a minha vida, aquele caminho acidentado e pedregoso me conduziu a esse único ponto. Eu o segui cegamente, cambaleando, arranhada e exausta, sem saber onde levava, sem jamais me dar conta de que cada passo eu me aproximava da luz no fim do túnel longo e tenebroso. E agora que a alcancei, agora estou aqui, quero pegá-la o ponto em que minha vida realmente começou. Tudo que eu já quis, aqui e agora, foi capturado nesse único momento. O riso, a alegria, a imensidão do amor entre nós. Esse momento em que nasce a felicidade. Tudo começa agora.” - Maya
Esta resenha faz parte do Desafio Literário Skoob 2015 (saiba mais clicando aqui).
Tema de Janeiro: Novinho em Folha - o último livro que você comprou /ganhou/ baixou/ pegou emprestado


Beijos e até o próximo post!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Topo ↑